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Utopias cotidianas 10/12/2013

Posted by Sus-pensa in Escritos.
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Eu poderia escrever uma carta de amor. Uma não: várias. Uma para cada amor. E foram… poucos. Mas a quantidade não é fator relevante.

Talvez escrevesse uma música, ou poesia – em alguns casos, imbricam-se, música e poesia, no mesmo gênero. Talvez uma lista do que não fiz. Do que fiz. Do que pretendo fazer. Do que não farei nunca mais. Do que mudou depois de pronunciar o nunca (palavra perigosa, que põe à prova, quando dita, o dizedor).

Também poderia mostrar fotos de por onde andei e dos lugares por onde ainda pretendo andar.

Se quisesse, seria fácil, ainda, apontar os nomes de quem esteve comigo, junto, perto, dentro. E de quem se foi. Não: de quem se foi não me lembro. Lembro, na verdade, mas não quero.

O mundo é cheio de possibilidades. Um ano terminando também é, aparentemente.
Mas as aparências enganam.